Projeto trabalha a inclusão produtiva de deficientes


Uma das maiores dificuldades dos deficientes é a inclusão no mercado de trabalho. Seja pela falta de capacitação para preencher as vagas oferecidas ou até mesmo pela falta de acessibilidade.



O assunto foi transformado em um projeto de extensão da Unesc, que vai promover ações de inclusão produtiva a pessoas com deficiência. Seis alunas vão trabalhar para fomentar reflexões sobre acessibilidade, deficiências, educação, inclusão, garantia de direitos, cidadania e protagonismo.



“Sabemos que tem diferença no ensino para pessoas com deficiências, e assim, menos pessoas com deficiências vão para a universidade. Não existe um processo de formação adequada para os professores”, destaca a coordenadora do projeto, a professora doutora Natália Martins Gonçalves.



Outra dificuldade apontada por Natália ocorre por parte das empresas, que por lei, precisam contratar pessoas com deficiências. “O empresário é obrigado a contratar, mas não tem a informação. Não sabe como realizar um processo seletivo, ou sobre acessibilidade”, explica.



Na sala de aula



Nesta terça-feira (28), o assunto é discutido na escola Rubens de Arruda Ramos, no bairro Nossa Senhora da Salete, que abriu as portas para o projeto. Durante a manhã e à noite, é apresentada uma proposta para inclusão produtiva da pessoa com deficiência apartir do projeto de formação: desenvolvimento e capacitação por meio do reforço no letramento, práticas de linguagem e treinamento em empreendedorismo social.



“A continuidade vai ser dada, já que os professores se comprometeram em dar seguimento ao projeto em sala de aula”, revela a coordenadora. O projeto também será levado para a Abadeus.



Questão de dignidade



Um dos objetivos do projeto é fazer um plano para a formação produtiva das pessoas com deficiências. Que elas possam empreender e ter noção de como gerar renda, não ficando dependentes de familiares ou de benefícios do governo. “É uma questão de dignidade”, destaca Natália.



“Estamos bem contentes de estarmos juntos neste projeto. Assim ganha a pessoa com deficiência e também a sociedade geral”, afirma a presidente da Associação Deficientes Físicos de Criciúma (Judecri), Rindalta Oliveira.


Data de Publicação: 29/11/2017

Fonte: dnsul.com