Entenda a diferença dos últimos Mundiais paralímpicos da temporada 2017


O fim da temporada 2017 tem sido bastante agitado para o esporte paralímpico ao redor do mundo. Uma série de competições acontece de forma simultânea e surgem dúvidas sobre quais atletas podem participar de cada evento. Para esclarecer tais questionamentos, segue abaixo uma explicação dos torneios, com detalhes como a periodicidade de cada um, além da elegibilidade e os respectivos órgãos que os gerenciam. 



Está em andamento neste mês o Mundial Paralímpico de Halterofilismo e Natação. Esta competição é organizada e promovida pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês) - o órgão maior do movimento paralímpico mundial. Desta maneira, os Mundiais do IPC são prioritários para a maioria dos atletas, pois reúne competidores das mais diversas deficiências, inclusive os que participam de eventos das outras federações ligadas ao IPC. Os Mundiais do IPC acontecem de dois em dois anos e tem como fio condutor o programa de provas dos Jogos Paralímpicos - embora também constem eventos que não estarão em Tóquio 2020.  



Outra grande competição deste fim de ano foi o Campeonato Mundial de Natação da INAS - sigla em inglês para Federação Internacional de Esportes para Deficientes Intelectuais. De 28 de novembro a 3 de dezembro, os principais nadadores da classe S14 se reuniram em Aguascalientes, no México, para a disputa dos eventos. Além dos atletas elegíveis para a classe S14, a INAS também agrupou provas especificamente para atletas com síndrome de Down, jovens e com autismo, que foram chamados de grupos de teste. 



A última edição deste Mundial havia acontecido em 2013, na Nova Caledônia. A sede do próximo evento, em 2021, não está definido. A INAS ainda organiza os seus Jogos Globais, também de quatro em quatro anos. A próxima edição será realizada em Brisbane, na Austrália, em 2019. 



Dezembro também foi o mês que a IWAS (Federação Internacional dos Esportes para Cadeirantes e Amputados) estabeleceu como a data para o seu Jogos Mundiais. A federação escolheu a cidade de Vila Real de Santo Antônio, em Portugal, para a sede da competição, que recebe os seguintes esportes: atletismo, natação, parataekwondo, tênis de mesa e tiro com arco. O Brasil tem representantes no atletismo e no parataekwondo. 



A competição da IWAS, além de cadeirantes e amputados, também abre provas para paralisados cerebrais e outras deficiências, como nanismo e má formações. O evento, a exemplo do torneio da INAS, acontece a cada dois anos e não tem sede definida em 2019. 



Tanto a INAS quanto a IWAS são federações filiadas ao IPC e que estão sob seu guarda-chuva. 



Há ainda outros exemplos de Mundiais organizados pelas federações que são filiadas ao IPC. A Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA, em inglês), também tem a sua versão de Jogos Mundiais, disputados de quatro em quatro anos. A última edição aconteceu em Seul, na Coreia do Sul, em 2015. A próxima ainda não tem sede definida, mas já tem 2019 como data.  



Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)


Data de Publicação: 05/12/2017

Fonte: Comitê Paralímpico Brasileiro