Mitos e verdades sobre deficiência auditiva


Mito 1: Todas as pessoas com deficiência auditiva deve conhecer Libras?



Não, nem todo mundo que sofre com deficiência auditiva deve saber libras para se comunicar. Isso fica a critério de cada pessoa. Também depende do grau da deficiência auditiva, que pode ser leve, moderada ou grave. Muitas pessoas com problemas de audição se comunicam através da linguagem oral, sem muitos problemas, principalmente se a perda auditiva foi desenvolvida na vida adulta.



Entretanto, assim como qualquer idioma, o deficiente auditivo pode aprender e praticar a leitura e domínio da Língua Brasileira de Sinais (Libras), sendo mais uma opção para sua comunicação.



Mito 2: Deficientes auditivos têm dificuldade em aprender a ler e escrever o português ou a língua nativa de seu país?



Sim, a maioria dos deficientes auditivos que nasceram ou desenvolveram o problema ainda na infância, principalmente os casos mais graves, tem certa dificuldade em dominar a Língua Portuguesa, seja a leitura ou a escrita. Aprender a ler e a escrever pode ser uma tarefa complicada por algumas razões, por exemplo, quando estamos sendo alfabetizados relacionamos letras com sons, sílabas e palavras, por isso, para um deficiente auditivo, ler e escrever tendem a ser tarefas árduas.



Mito 3: A linguagem de sinais é uma língua universal?



A língua de sinais é diferente de idioma para idioma, um deficiente auditivo que domina Libras, por exemplo, não conseguirá manter um diálogo de sinais com um deficiente auditivo italiano ou um americano, que possuem linguagem própria.



Mito 4: Todos as pessoas com deficiência auditiva podem ler lábios?



A habilidade da leitura labial varia de pessoa para pessoa, não é uma regra todos os deficientes terem o domínio da leitura labial.



Mito 5: A perda auditiva ao decorrer da vida afeta apenas idosos?



perda auditiva na terceira idade é muito comum, pois o sistema auditivo tem sua função alterada com o processo de envelhecimento. Porém, não existe uma idade certa para se perder a audição, tanto que 65% do total das pessoas com perda auditiva têm menos de 64 anos.



Mito 6: Zumbidos, chiados, apitos e sensação de ouvido tampado são alguns sintomas da perda auditiva?



Sim, esses são alguns dos sintomas mais comuns de perda auditiva e devem ser avaliados por um médico otorrino e fonoaudiólogo tão breve quanto forem detectados.



Mito 7: A perda auditiva é reversível?



Quando é diagnosticado que o paciente comprometeu as estruturas internas do ouvido, o quadro é considerado irreversível. Porém há mecanismos de reabilitação, como uso de aparelhos auditivos e implante coclear.



Mito 8: Apenas pessoas com perda auditiva grave precisam de aparelho auditivos?



Qualquer grau de perda auditiva, mesmo as de grau leve , tem indicação de uso aparelho auditivo, pois a privação auditiva pode comprometer outras funções cerebrais. Existem estudos relacionando a privação auditiva com a ocorrência de demência na terceira idade, por exemplo.. Estes detalhes devem ser  levados em conta na hora de conversar com seu médico.



Mito 9: Quando converso com uma pessoa deficiente auditiva devo aumentar o meu tom de voz?



Não, é para isso que servem os aparelhos auditivos. Com microfone, autofalante e amplificadores, as próteses auditivas têm o poder de aumentar o volume da nossa fala ou qualquer outro som ao nosso redor. No caso de pessoas que não usem o aparelho, você pode falar no tom de voz normal e procure usar palavras de fácil entendimento e se manter na frente da pessoa, para que ela possa observar seus lábios. Em alguns casos, o próprio deficiente auditivo irá pedir para que você aumente o seu tom de voz. Por isso mantenha sempre a sua voz habitual.



Mito 10: O aparelho auditivo restaura totalmente a audição?



Não, os aparelhos auditivos não são capazes de resolver totalmente os danos da audição, mas proporcionam ao deficiente auditivo uma amplificação sonora, dessa forma ele poderá ouvir melhor.



 



Mito 11: Os aparelhos auditivos são grandes?



A tecnologia para aparelhos auditivos está muito avançada. Hoje em dia eles são leves e discretos, alguns até já possuem sistema Bluetooth para que os pacientes possam ouvir música e atender ao celular direto pelo aparelho.


Data de Publicação: 22/01/2018

Fonte: Deficiência auditiva