É muito comum ouvirmos:


– “Você conhece aquele cadeirante que mora lá na rua sem fim, virando pra fronteira leste, contornando pra o sul que fica no norte do oeste?”.



– Não.



– Conhece “sô”, ele vende bala lá perto do supermercado “Estoque é Aqui”, ele é muito esforçado que nem “ocê”, trabalha o dia “inteirin” e estuda de noite, vejo ele passando com a cadeirinha dele todo dia na porta da minha casa. Uma cadeira igual essa sua, só que preta! Conhece?



– Não senhor. Não conheço.



– Quando “cê” “vê” ele com certeza vai lembrar.



Lindos coleguinhas do tio Túlio, seu “blogueirinho” que tá quase “trintando”, mas com a cara de moçinho do ensino médio... É o seguinte, quando vocês perguntarem pra um deficiente se ele conhece outro deficiente e o deficiente questionado responder que NÃO CONHECE, por favor, pessoas lindas de viver, acreditem, pois o “pobre” ser humano com defeito de fábrica ou sequelado por um sinistro, realmente NÃO CONHECE! Difícil?



Vou ser mais sincero só um “cadin”... Convivendo no meio das pessoas com deficiência (eu só convivo mesmo, pois gosto de estudar essa “espécie”), afirmo que a maioria tem uma “birra” lascada do outro “semelhante”. Sabe aqueles grupinhos de “najas” do condomínio, aquela turma da rádio peão lá na empresa? Pois é... Saibam que deficiente também é um bichinho “venenoso benhê”... A diferença é que os ferrões ficam escondidinhos em baixo dos assentos das cadeiras de rodas, ou escondidos atrás dos óculos escuros...


Data de Publicação: 04/09/2018

Fonte: g1