Instituição que atende pessoas com deficiência pede ajuda para se manter funcionando, em Goiânia


Uma instituição que atende pessoas com deficiência pede ajuda para seguir funcionando, em Goiânia. Fundada há 31 anos, a Associação de Serviço à Criança Especial de Goiânia (ASCEP) apoia cerca de 100 famílias e precisa do repasse da prefeitura para se manter, mas a direção afirma que os pagamentos estão atrasados deste o ano passado (Veja como ajudar no final da reportagem).



Segundo o vice-presidente da ASCEP, Jeová de Alcântara Lopes, o local oferece vários atendimentos gratuitos de fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e enfermeiros. Ao todo, são 60 profissionais. Os custos mensais são de R$ 190 mil, dos quais, R$ 70 mil deveria vir do poder público. A dívida, no total, é de cerca de R$ 244 mil.



"Como é que você administra uma casa com uma a despesa mensal alta, se nós não temos recursos? Nós vivemos de doações e esses subsídios do governo. Se o governo não nos paga como é que a gente vai conseguir? E olha que nós estamos fazendo papel do governo, porque isso aqui era para ser uma instituição do governo. Então nós estamos aqui fazendo a nossa parte para município. E o município não nos retribui a contento", desabafa.



À TV Anhanguera, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que fez o repasse de R$ 120 mil dos meses de julho a outubro. Já a Secretaria de Assistência Social (Semas) não fez nenhum repasse este ano e não deu uma previsão de pagamento.



Como o dinheiro não está chegando, eles pedem doações. Logo na recepção, há uma lista de tudo que está em falta: desde comida até material de limpeza, como um simples sabonete.



Além disso, o prédio precisa de uma reforma geral. A fiação elétrica antiga pode ser um risco. As camas estão enferrujadas. No posto da enfermaria falta praticamente tudo.



 



Veja como ajudar associação que assiste crianças especiais em Goiás



JA 2ª Edição



 



 



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Veja como ajudar associação que assiste crianças especiais em Goiás



Veja como ajudar associação que assiste crianças especiais em Goiás



 



 



Atendimento



 



A diarista Balbina de Souza Silva é uma das pessoas atendidas pela instituição. A filha dela, Glória, de 9 anos, nasceu com paralisia cerebral, não enxerga, não fala e não se movimenta. O pai foi embora logo após ela nascer.



Elas vivem com um salário mínimo do auxílio-doença, que é usado para comprar medicamentos e a alimentação especial da garota, mas muitas vezes, não é suficiente. Para complementar a renda, ela faz faxinas e vende calcinhas e chinelos. Para poder trabalhar, ela deixa Glória na ASCEP.



Pais de outros pacientes também fazem questão de ajudar voluntariamente para manter a casa em funcionamento.



Além do atendimento diário, algumas pessoas que foram abandonadas vivem no local. Vitória chegou na unidade com nove meses e hoje tem 11 anos. Ela nunca recebeu a visita de nenhum parente.



Além do atendimento médico, há no local um pequeno salão de beleza e uma horta.



 



Associação de Serviço à Criança Especial de Goiânia (ASCEP)



 



Endereço: Rua Puccini, nº 145, Jardim Europa.

Informações e doações: 62 3239-0400.


Data de Publicação: 17/12/2018

Fonte: g1