Pessoas com deficiência têm a acesso a camarote no Festival da Virada


Sem custos, local diferenciado pode ser acessado à direita do palco, próximo à mesa de som



Pessoas com deficiência contam com um local diferenciado na Arena Daniela Mercury, na Boca do Rio, com vista privilegiada do palco e do mar do Festival Virada Salvador. A área, projetada de acordo com a norma brasileira NBR 9050, que garante acessibilidade em edificações, foi erguida a uma altura de um metrô do chão, e conta com rampa para facilitar o acesso de todos.



Nas duas primeiras noites do festival, segundo a prefeitura, mais de 120 pessoas circularam no camarote acessível, que comporta até 20 cadeiras simultaneamente, além dos acompanhantes. Assim como o Festival, o acesso ao camarote acessível é gratuito. 



A diretora da Unidade de Pessoas com Deficiência (UPCD), Risalva Telles, avaliou a primeira noite de funcionamento do espaço, elogiando o trabalho da Saltur na execução do camarote. “A festa está maravilhosa, a alegria contagiante e as pessoas com deficiência estavam super animadas. Dançaram nas cadeiras, participaram... Todos que chegam lá se surpreendem com a oportunidade de estar junto do palco, em um espaço ventilado, com sensação de segurança e tranquilidade, então eles todos ficam extasiados. É a oportunidade de igualdade para todos, dando dignidade e oportunidade às pessoas com deficiência”, afirmou.



O juiz de Direito Rilton Ribeiro, de 57 anos, aprovou o espaço onde curtiu os shows. Ele esteve primeira vez esteve no evento. “O espaço está de parabéns. É uma ótima oportunidade participar pela primeira vez do Réveillon da cidade e a visão do palco está muito boa, dá para ver tudo. Tem um acesso melhor para nós cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, e isso é excelente”, afirmou.



O camarote acessível pode ser acessado à direita do palco, próximo à mesa de som. É permitida a entrada de acompanhante, e a área está sempre em funcionamento a partir do horário de abertura dos portões, às 16h.


Data de Publicação: 01/01/2019

Fonte: CORREIO